segunda-feira, 31 de março de 2014

Nem tudo é feito de papel

Muito do que se faz em educação pré-escolar não se consegue guardar num dossier, ou afixar na parede. Os processos de documentação são fundamentais para dar visibilidade e  partilhar  o que se faz com todos os envolvidos no processo de desenvolvimento/aprendizagem das crianças.
Na semana passada, os meninos foram à BE ouvir crianças do 2º ciclo a cantar uma música sobre a Primavera. Gostaram muito e quiseram aprender também. A Ofélia ensinou, de forma diferente, com gestos. Uma forma mais adequada à faixa etária das crianças.
Aqui fica o vídeo.

domingo, 30 de março de 2014

Liberdade

Ainda vem longe o 25 de abril, mas no agrupamento iniciou-se já a comemoração dos 40 anos. Por isso a Ofélia escreveu uma história para os Batatinhas. Vamos lá a ver se gostam e o que podemos fazer a partir dela.

Há muitos anos, tantos quantos os dedos das duas mãos quatro vezes, num país governado por pessoas más, onde viviam muitas pessoas tristes, duas pessoas boas apaixonaram-se e sonharam juntas. Um dos sonhos realizou-se e nasceu uma menina linda. Primeiro os pais pensaram chamar-lhe Vitória, mas quando olharam para ela, sabe-se lá porquê, decidiram chamar-lhe Liberdade.
Estranhamente, o nascimento da menina criou um ambiente mágico naquele país de gente  triste. As pessoas ficaram muito alegres e vieram para a rua comemorar, como quando nasce uma princesa numa terra de reis. Era Primavera e as pessoas ofereciam flores umas às outras, muito felizes.
A menina foi crescendo, alegre e brincalhona, como todos os meninos devem ser. Mas aquela menina era um bocadinho diferente, tinha muita paciência para ouvir! Ouvir pessoas a dizer coisas certas e pessoas a dizer coisas erradas. A menina nunca se cansava de as ouvir. Ao princípio as pessoas falavam e agradeciam à Liberdade a paciência para as ouvir, depois foram-se habituando a tê-la por perto e até se esqueciam de lhe agradecer.
A Liberdade tornou-se adulta.  Há quem diga que mora ainda naquele país, quem afirme a pés juntos que se cruza com ela todos os dias e a veja na televisão, há também quem diga que foi viver para outro lugar. Outros dizem que ela foi apenas um sonho daquelas duas pessoas boas e nunca existiu.
Certo, certo, é que, naquele país, as pessoas já não são tão tristes.

quinta-feira, 27 de março de 2014

A comemoração do Dia Mundial do Teatro que não foi

Pois é, a educadora dos Batatinhas planeou, mas não fez! Hoje, Dia Mundial do Teatro, estava pensada uma atividade a propósito. Acontece que os Batatinhas na planificação da manhã (que escrevemos no quadro) colocaram muitas coisas diferentes e não houve tempo. A propósito dos bonecos da Nazaré da Constança até iniciámos um novo projeto! Depois contamos.

Meninos do 1º Ciclo a ler na nossa sala

Para comemorar a semana da leitura meninos de várias turmas vieram ler à nossa sala. Qualquer dia vamos ser nós a ler!



Saudades da praia

Quando a Primavera deu sinais de vida fomos até à pista de salto em comprimento cá da escola matar saudades da praia. À falta de outra caixa de areia...
Agora a Primavera envergonhou-se e o tempo voltou a ficar frio. Quando voltar o sol, lá estaremos.


quarta-feira, 26 de março de 2014

Outros lugares inspiradores

A máquina fotográfica tem ficado em casa... apesar de tanta coisa acontecer nas 5 horas que os meninos dizem que "passam muito depressa".
Porque este espaço é também um espaço de partilha com pais e profissionais, aqui fica um filme que nos ajuda a construir uma ideia de qualidade na educação de infância. Não se trata de um modelo, algo a imitar, mas de uma inspiração. Fazemos o que fazemos, porque sabemos porque fazemos e onde queremos chegar, essa é a ideia inspiradora. Fazemos assim porque respeitamos o direito das crianças à infância, ao desenvolvimento de todas as suas capacidades, não apenas as que preparam para a escola, e acreditamos que o investimento em todas as capacidades das crianças é um investimento no futuro.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Ouvir a primavera

Foi uma manhã fantástica na sala dos Batatinhas. Ouvimos Vivaldi, de olhos fechados e com a sala às escuras, no fim comunicámos em que pensámos:
Imaginei que estava num bosque encantado - Rita
Havia uma parte com vento - Duarte, Pedro Afonso
Havia uma parte com trovoada - Francisco
Imaginei que havia gente a falar muito alto - Pedro Jorge
Parecia que havia pessoas a cantar - Constança Fonseca, Margarida
Parecia que havia sol - Afonso
Imaginei um jardim cheio de flores - Luisa
Espadas a lutar - Zé Maria
É uma banda - Duarte
Há uma parte que parece que tem chuva - Simone

Ouçam lá outra vez...