![]() |
| painel coletivo (grupo B) |
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Hoje falámos...
Conversar, fazer, brincar são verbos essenciais em educação pré-escolar. Por isso, hoje brincámos, brincámos e falámos sobre muitas coisas: o fim-de-semana, a tabela de presenças, as regras da sala, o Outono...
A propósito do Outono a Lucinda (auxiliar) ensinou-nos uma canção muito gira, de um tempo em que não havia jogos de computador, mas tão bonita ou mais que aquelas que se fazem hoje.
Os mais velhos também recortaram e colaram folhas em papel (tarefa muito difícil para alguns meninos) e ainda houve tempo para planear em grupo o dia de amanhã: Como se faz cor de laranja? E castanho?
Amanhã descobriremos.
Grupo B
"No Outono começa
a ficar mais frio, mas hoje está calor
No Outono caem as folhas, há castanhas e tangerinas…
No Outono caem as folhas, há castanhas e tangerinas…
No Outono
brincamos lá fora, as folhas caem das árvores para nós brincarmos a fazer
comidinha"
A propósito do Outono a Lucinda (auxiliar) ensinou-nos uma canção muito gira, de um tempo em que não havia jogos de computador, mas tão bonita ou mais que aquelas que se fazem hoje.
Amanhã descobriremos.
Grupo B
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
O princípio no grupo B
Uns "adaptam-se" à nova escola, outros à nova educadora. A educadora esforça-se por compreender e adaptar-se a uma nova organização. Na sala, segue-se o procedimento habitual, estão estabelecidas áreas de jogo/trabalho e são oferecidas atividades para estudar como as crianças se comportam em relação a elas. Pouco a pouco vai-se fazendo a avaliação diagnóstica.
| Olha os carros assim não fogem! |
| A primeira pintura |
| Esta plasticina é diferente! |
| A iniciar o painel de aniversários |
| Desenhos a 2 no quadro preto |
terça-feira, 17 de setembro de 2013
domingo, 15 de setembro de 2013
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Aprendizagens nos primeiros anos: Competências básicas
Hoje escrevo apenas para os pais da sala B que me perguntaram qual o livro que deveriam comprar para os meninos de 5 anos. E como "santos da casa não fazem milagres" e não é fácil explicar rapidamente aos pais as razões da minha opção num primeiro encontro, fui buscar as palavras de Teresa Vasconcelos, talvez a pessoa que mais influenciou o que hoje é a rede de educação pré-escolar em Portugal, excelente professora e investigadora, com quem tenho aprendido imenso nas conversas mais e menos formais.
"Durante muitos anos, pensava-se que uma inserção positiva na escolaridade básica se fazia através de processos directos de indução, nomeadamente usando fichas de iniciação à escrita e leitura ou exercícios gráficos em linhas ou papel quadriculado. Até aos anos 80, a investigação afirmava que os factores indicativos de uma inserção positiva no 1º Ciclo se prendiam com indicadores de sucesso escolar nas aprendizagens formais. Estudos mais recentes, desenvolvidos nos últimos vinte anos, apontam para um número muito mais amplo de competências indicativas de uma inserção positiva na escolaridade obrigatória à cabeça das quais se encontra a capacidade de aprender a aprender (Griebel e Niesel, 2003).
Em seguida, estão as competências sociais de cooperação, isto é, a capacidade de a criança se inserir num grupo de pares e de cooperar com eles no desenvolvimento de tarefas comuns (Griebel e Niesel, 2003). Para atingir este desempenho as crianças devem demonstrar ser capazes de fazer amigos e de serem aceites no grupo de colegas. Desde o final dos anos 80 que se desenvolvem estudos no âmbito da psicologia social que indicam que as crianças não-aceites entre os seus pares desenvolvem dificuldades nas aprendizagens formais, podendo ter insucesso educativo (Ladd, 1990, Asher and Coie, 1990). Entende-se, portanto, quão crucial se torna, durante os anos pré-escolares, uma intervenção precoce de modo a diminuir efeitos futuros das dificuldades de inserção social das crianças pequenas (Ktaz e Mclellan, 1996).
A autoconfiança é também uma competência decisiva na integração escolar. Uma criança com baixa auto-estima dificilmente se interessa pelos processos de aprendizagem mais elaborados que lhe vão ser exigidos. Por outro lado, a auto-estima está directamente correlacionada com a capacidade de se afirmar num grupo de pares. Criar situações para que a criança ganhe autoconfiança, se descubra a si própria como capaz de exercer o seu poder sobre as coisas e os objectos e, mesmo, as situações, de modo a modificá-los, é uma forma de intervir precocemente e de ajudar as crianças que, eventualmente, revelem maiores dificuldades.
A capacidade de autocontrolo é uma competência básica de inserção no 1º Ciclo. Quer nas suas interacções sociais, quer nos processos de gestão das actividades em sala de aula, a criança precisa de capacidade de domínio pessoal, de concentração, de fazer face à frustração. A aquisição de hábitos de trabalho faz-se predominantemente nestas idades e a criatividade só pode emergir com base numa atitude de profunda disciplina interior e, mesmo, exterior. Decorrente desta competência está a capacidade de resiliência (Wustmann, 2003), isto é, a capacidade de fazer face à frustração ou, mesmo, à privação, à mudança, de forma dinâmica e positiva. A palavra resiliência é utilizada para descrever um conjunto de qualidades que apoiam a adaptação e a capacidade de fazer face à mudança, mesmo em circunstâncias difíceis (Bernard, 1995). A capacidade de resiliência leva a criança a ser forte, optimista, com uma dinâmica criativa face às adversidades, incorporando-as positivamente no seu desenvolvimento." (Teresa Vasconcelos)
"Durante muitos anos, pensava-se que uma inserção positiva na escolaridade básica se fazia através de processos directos de indução, nomeadamente usando fichas de iniciação à escrita e leitura ou exercícios gráficos em linhas ou papel quadriculado. Até aos anos 80, a investigação afirmava que os factores indicativos de uma inserção positiva no 1º Ciclo se prendiam com indicadores de sucesso escolar nas aprendizagens formais. Estudos mais recentes, desenvolvidos nos últimos vinte anos, apontam para um número muito mais amplo de competências indicativas de uma inserção positiva na escolaridade obrigatória à cabeça das quais se encontra a capacidade de aprender a aprender (Griebel e Niesel, 2003).
Em seguida, estão as competências sociais de cooperação, isto é, a capacidade de a criança se inserir num grupo de pares e de cooperar com eles no desenvolvimento de tarefas comuns (Griebel e Niesel, 2003). Para atingir este desempenho as crianças devem demonstrar ser capazes de fazer amigos e de serem aceites no grupo de colegas. Desde o final dos anos 80 que se desenvolvem estudos no âmbito da psicologia social que indicam que as crianças não-aceites entre os seus pares desenvolvem dificuldades nas aprendizagens formais, podendo ter insucesso educativo (Ladd, 1990, Asher and Coie, 1990). Entende-se, portanto, quão crucial se torna, durante os anos pré-escolares, uma intervenção precoce de modo a diminuir efeitos futuros das dificuldades de inserção social das crianças pequenas (Ktaz e Mclellan, 1996).
A autoconfiança é também uma competência decisiva na integração escolar. Uma criança com baixa auto-estima dificilmente se interessa pelos processos de aprendizagem mais elaborados que lhe vão ser exigidos. Por outro lado, a auto-estima está directamente correlacionada com a capacidade de se afirmar num grupo de pares. Criar situações para que a criança ganhe autoconfiança, se descubra a si própria como capaz de exercer o seu poder sobre as coisas e os objectos e, mesmo, as situações, de modo a modificá-los, é uma forma de intervir precocemente e de ajudar as crianças que, eventualmente, revelem maiores dificuldades.
A capacidade de autocontrolo é uma competência básica de inserção no 1º Ciclo. Quer nas suas interacções sociais, quer nos processos de gestão das actividades em sala de aula, a criança precisa de capacidade de domínio pessoal, de concentração, de fazer face à frustração. A aquisição de hábitos de trabalho faz-se predominantemente nestas idades e a criatividade só pode emergir com base numa atitude de profunda disciplina interior e, mesmo, exterior. Decorrente desta competência está a capacidade de resiliência (Wustmann, 2003), isto é, a capacidade de fazer face à frustração ou, mesmo, à privação, à mudança, de forma dinâmica e positiva. A palavra resiliência é utilizada para descrever um conjunto de qualidades que apoiam a adaptação e a capacidade de fazer face à mudança, mesmo em circunstâncias difíceis (Bernard, 1995). A capacidade de resiliência leva a criança a ser forte, optimista, com uma dinâmica criativa face às adversidades, incorporando-as positivamente no seu desenvolvimento." (Teresa Vasconcelos)
Subscrever:
Mensagens (Atom)







